PPAv_Circuito

Circuito de tráfego padrão e não-padrão.

 
 
O Circuito de tráfego é uma série de posicionamentos ao redor de um aeródromo, que ordenam as aeronaves que chegam ou saem por regras de voo visual (VFR), com ou sem controle de tráfego aéreo. É uma das primeiras informações passadas aos pilotos novatos do curso de PP (Piloto privado), em suas primeiras aulas práticas, visto que a maior parte deste é ministrado próximo ou ao redor de aeroclubes e aeroportos.
O tipo de circuito mais utilizado é o circuito padrão (menos para helicópteros), ou seja, onde todas as curvas ao redor da pista serão feitas para a esquerda (sentido anti-horário), diferente do circuito não padrão, onde as curvas serão efetuadas para direita (sentido horário).  Lembro que dependendo da localização do aeródromo, este pode ter os seguintes formatos para o circuito de tráfego aéreo: padrão, não-padrão ou ambos.

 
Circuito de tráfego padrão e não padrão e suas fases.

 
Clique na imagem para aumentar.

  • Perna do vento (a): Posição a ser voada paralela a pista em uso e no sentido contrário ao sentido do pouso. Nesta fase que ao visualizar a cabeceira da pista é iniciada os preparativos para o pouso, como: redução de potencia e checklist (Lista de Checagem) pré-pouso;
  • Perna base (b): É a posição perpendicular a pista em uso. Nesta fase é que configuramos o avião para o pouso, abaixando os flaps, o trem de pouso e o controle da potencia do(s) motor(es), além de efetuar checklist de pouso;
  • Final (e): No sentido do pouso e centralizada com o eixo da pista. Nesta fase é feito a decisão e aproximação final para pouso.
  • Perna contra o vento (c): Caso nas fases anteriores a final não seja possível o pouso será mantido o circuito e nesta fase voando paralelo a pista e no mesmo sentido da pista em uso.
  • Perna de través (d): Como na perna base, esta é perpendicular à pista e na porção oposta da pista em uso, ou seja na cabeceira contrária. Apartir desta, novamente efetuar a perna do vento, a perna base e em caso de pouso positivo, a final.
 
 
Clique na imagem para aumentar.
Obs1.: Todas as curvas do circuito de tráfego são baseadas em ângulos de 90º Graus. Então no exemplo das imagens acima SBIU (Irecê) a cabeceira em uso é a 11 (110º), sendo assim a perna contra o vento é 290º, a perna base é 200º e a final, já no sentido do pouso é 110º. Neste exemplo o circuito não padrão é fictício.
Conheça abaixo as posições críticas presentes no Aeródromo. 

 

As posições críticas de um a seis, são aquelas onde a aeronave normalmente irá receber autorizações da Torre (TWR), seja por rádio ou por sinais luminosos. Vamos para a explicação


 

 

 

 
1. Estacionamento
A aeronave partindo ou para dirigir-se a outro local do aeródromo, chama para o táxi. Serão dadas as informações da pista em uso e a autorização de táxi, quando for o caso
 
2. Ponto de Espera: 
Se houver tráfego que possa interferir, a aeronave que vai partir será mantida nesse ponto a 90.º com a direção de pouso. Normalmente, nessa posição, serão testados os motores. Quando duas ou mais aeronaves atingirem essa posição, deverão manter-se a 45º com a direção de pouso.
 
Se houver tráfego que possa interferir, a aeronave que vai partir será mantida nesse ponto a 90.º com a direção de pouso. Normalmente, nessa posição, serão testados os motores. Quando duas ou mais aeronaves atingirem essa posição, deverão manter-se a 45º com a direção de pouso.
Se houver tráfego que possa interferir, a aeronave que vai partir será mantida nesse ponto a 90.º com a direção de pouso. Normalmente, nessa posição, serão testados os motores. Quando duas ou mais aeronaves atingirem essa posição, deverão manter-se a 45º com a direção de pouso.
 
3. Cabeceira da Pista: 
A autorização para decolagem será dada nesse ponto, se não foi possível fazê-lo no ponto de espera
4. Perna do Vento: 
Nessa posição, será dada a autorização para o pouso ou número da sequência do pouso.
Posição 5: (No Solo) 
Nessa posição, será dada a hora de pouso e a autorização para o táxi até o pátio de estacionamento ou hangares. E o transponder será desligado.
Posição 6: Quando for necessário, será dada, nessa posição, a informação para o estacionamento.
Perna contra o Vento: 
Ponto de entrada das aeronaves que estão chegando para ingressar no circuito de tráfego, 
Trajetória de voo paralela à pista em uso e no sentido de pouso
Pena de Través: 
Trajetória de voo perpendicular à pista em uso, compreendida entre a perna contra o vento e a perna do vento.
Ingressando no circuito de tráfego aéreo
A chegada e o consequente ingresso no circuito de tráfego (Setas verdes das imagens acima) de um aeródromo, devem ser feito da seguinte maneira: Em um rumo que venhamos pela lateral da perna do vento da pista em uso, usaremos um rumo de entrada com um ângulo de 45º menor que o rumo desta, ou seja no caso da pista 11 de Irecê e perna do vento de 290º, meu ângulo de entrada será 335º. Já pelo lado da perna de través, que tem rumo 110º, o ângulo usado será de 65º. O circuito não padrão idem.
 
Clique na imagem para aumentar.
 
 
Obs2.: A altitude mínima sobre o aeródromo em um circuito de tráfego é de 1.000pés para aeronaves a hélice e 1.500pés para aviões a jato. No exemplo de Irecê que está a 2.561pés acima do nível médio do mar, o circuito para aviões a hélice e aeronaves a jato são respectivamente, 3.561pés e 4.061pés.

Copyright © 2018 Todos os direitos reservados. Tropical Linhas Aereas Virtuais

Cms by phpVMS